Terça, 13 de Outubro de 2026

Emater incentiva cultura da banana em assentamento em Monte Alegre

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) apoia Festival da Banana junto à agricultura familiar no Baixo Amazonas

13/10/2026 às 12h39
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará

Com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), assentados da reforma agrária de Monte Alegre, no Baixo Amazonas, estão se preparando para mais um Festival da Banana.

A quarta edição do evento será no próximo dia 31 de outubro, no assentamento federal Serra Azul, na Gleba Mulata. Na última década, o cultivo de banana tem se destacado na socioeconomia da comunidade. São mais de 300 mil pés de dez variedades entre 1 mil e 500 hectares, com resultados de 200 empregos diretos, 140 empregos indiretos e uma receita anual por volta de R$ 18 milhões.

Ao longo deste mês, a Emater, em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), já capacitou 20 mulheres do grupo Mulheres de Asa (Associação do Assentamento Serra Azul). Elas vão atuar na culinária de derivados de banana e de cacau: a proposta é empreender com iguarias tais quais chips de banana, chocolate quase 100% cacau, farinha de banana e licor de cacau. Vinte homens também foram atualizados sobre tratos culturais do plantio de cacau.

De acordo com o chefe do escritório local da Emater em Monte Alegre, o técnico em agropecuária e gestor público, Francisco Carlos Lima, a estratégia de treinamento contínuo direciona difusão tecnológica e abertura de mercados: “A gente insiste no aprendizado recíproco, porque isso significa acompanhar as tendências, fazer valerem as políticas públicas e gerar trabalho e renda, inclusive sob a perspectiva de gênero, no sentido de empoderamento feminino”, diz.

Para Renata Paixão, de 23 anos, do Sítio Boa Esperança, membro da Mulheres de Asa, quanto mais oportunidades, melhor: “São conquistas progressivas, que fortalecem nossa prática, nosso discurso e nossa vivência como mulheres rurais independentes e protagonistas”, conclui.

Texto: Aline Miranda / Emater

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