Quinta, 03 de Setembro de 2026

Investigação que alcançou Moraes iniciou na CPMI do INSS após requerimento de Coronel Fernanda contra Vorcaro

Deputada foi autora do pedido que deu origem à CPMI e também requereu a convocação do então presidente do Banco Master para explicar possíveis implicações da instituição nas fraudes contra aposentados e pensionistas

03/09/2026 às 09h48 Atualizada em 03/09/2026 às 09h50
Por: Redação
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Investigação que alcançou Moraes iniciou na CPMI do INSS após requerimento de Coronel Fernanda contra Vorcaro

Antes de a relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegar ao centro de uma investigação da Polícia Federal e provocar uma nova crise no Judiciário, o ex-banqueiro já estava na mira da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). Foi durante a CPMI do INSS, criada a partir de requerimento de autoria da parlamentar, que ela apresentou pedido para convocar Vorcaro e aprofundar a investigação sobre a atuação do Banco Master em operações envolvendo benefícios previdenciários.

O movimento ocorreu ainda em setembro de 2025. No Requerimento de Convocação nº 1.629/2025, Coronel Fernanda pediu que Daniel Vorcaro, à época presidente do Banco Master, fosse obrigado a comparecer à CPMI para prestar depoimento como testemunha. O documento foi apresentado em 5 de setembro e posteriormente aprovado pela comissão.

No requerimento, a parlamentar sustentou que a presença de Vorcaro era “imprescindível” para esclarecer possíveis implicações da instituição financeira nas fraudes investigadas pela CPMI do INSS.

A iniciativa ganha novo peso diante dos desdobramentos do caso Master. Relatório da Polícia Federal tornou públicas informações sobre contatos entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. A apuração encontrou mensagens enviadas pelo ex-banqueiro ao ministro e elementos relacionados ao contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. 

Segundo análise da PF divulgada nesta semana, metadados de um documento encontrado no celular de Vorcaro indicaram que Moraes participou da análise da minuta de um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório da esposa. A banca confirmou que o ministro foi consultado, afirmando que isso ocorreu para verificar a existência de eventuais impedimentos legais para a contratação. O escritório sustenta ainda que Moraes nunca julgou causa envolvendo o Banco Master e que os serviços advocatícios foram efetivamente prestados. 

Para Coronel Fernanda, os acontecimentos reforçam a importância da investigação iniciada no Congresso.

“Nós começamos a puxar esse fio quando muita gente sequer imaginava até onde ele poderia chegar. Foi na CPMI do INSS, que nasceu de um requerimento de nossa autoria, que cobramos a convocação de Daniel Vorcaro para explicar a atuação do Banco Master. Agora vemos uma investigação que alcança uma das autoridades mais poderosas do país. Isso mostra porque não podemos ter medo de investigar, independentemente de quem esteja do outro lado”, afirmou Coronel Fernanda.

Vale frisar que, a iniciativa da parlamentar antecedeu o escândalo envolvendo o Banco Master e os atuais desdobramentos do caso. O requerimento para ouvir Vorcaro foi apresentado quando o foco das apurações estava nas possíveis irregularidades envolvendo aposentados e pensionistas do INSS.

“Quando apresentei o requerimento, nosso objetivo era proteger aposentados e pensionistas e descobrir quem estava por trás das irregularidades. Investigação séria é assim: você começa pelos fatos e segue as provas até onde elas levarem. Não pode haver blindagem para banco, empresário, político ou ministro”, finalizou.

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