Quarta, 28 de Outubro de 2026

Operação da Polícia Civil prende cinco investigados por infiltração do crime organizado no transporte coletivo de SP

Operação do Deic, em conjunto com o Gaeco, apura lavagem de dinheiro e ligação de organização criminosa com empresa de ônibus da capital; investiga...

28/10/2026 às 09h29
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça, que expediu as ordens de prisão preventiva cumpridas nesta quarta-feira. Foto: Governo de SP
Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça, que expediu as ordens de prisão preventiva cumpridas nesta quarta-feira. Foto: Governo de SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu cinco pessoas nesta quarta-feira (28), durante uma operação contra a infiltração do crime organizado no sistema de transporte coletivo da capital. A ação, realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, teve como alvo investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa Transunião Transportes. Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva. Dois investigados não foram localizados e continuam sendo procurados.

As investigações foram conduzidas pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), do Deic, em conjunto com o Gaeco. O trabalho identificou indícios de que integrantes de uma organização criminosa utilizavam pessoas interpostas, conhecidas como laranjas, para ocultar a participação e a influência sobre a estrutura societária e administrativa da empresa de transporte.

“A apuração também identificou movimentações financeiras suspeitas e mecanismos de ocultação da origem e da titularidade de bens e valores. Os investigadores reuniram elementos sobre possíveis vínculos entre integrantes da organização criminosa e pessoas que exerciam funções de direção, administração ou influência nas atividades empresariais”, explica o diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg.

Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça, que expediu as ordens de prisão preventiva cumpridas nesta quarta-feira.

Bloqueio de bens e apreensões

O trabalho investigativo da Polícia Civil e do Gaeco também resultou na identificação de patrimônio relacionado aos fatos apurados. Ao longo da investigação, foram apreendidos R$ 158,9 mil em espécie, US$ 2.417 e € 1.465, além de dez veículos, cerca de 40 relógios de luxo e joias. Entre os automóveis apreendidos estão modelos Porsche Macan, BMW e RAM Rampage.

A Justiça também determinou o sequestro de 21 imóveis, a restrição de transferência de 408 veículos e o bloqueio de seis embarcações. As medidas incluem ainda a indisponibilidade de bens vinculados a 136 pessoas físicas e jurídicas, além de bloqueios de valores em instituições financeiras, por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud). Os valores totais ainda estão sendo consolidados.

A Polícia Civil prossegue com as diligências para localizar os dois investigados que permanecem foragidos. A investigação patrimonial busca identificar e impedir a movimentação de recursos suspeitos de ligação com atividades criminosas, além de responsabilizar os envolvidos nos crimes apurados.

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