Quarta, 21 de Outubro de 2026

Cuiabá oferece vacina contra influenza em 72 unidades e registra 2,8 mil casos em 2026

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), registrou 2.857 casos de Influenza A e B entre as semanas epidemiológicas ...

21/10/2026 às 09h17 Atualizada em 21/10/2026 às 09h40
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Cuiabá - MT
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Crédito: Erlan Aquino
Crédito: Erlan Aquino

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), registrou 2.857 casos de Influenza A e B entre as semanas epidemiológicas 1 e 39 de 2026, conforme boletim atualizado em 9 de outubro. Desse total, 2.247 casos, o equivalente a 78,6%, foram registrados entre moradores da capital.

Os dados da Vigilância Epidemiológica e do monitoramento do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS-Capital) mostram que as crianças de 0 a 6 anos são as mais afetadas pela influenza, com 1.184 casos. Na sequência, aparecem as pessoas de 15 a 59 anos, com 779 registros, e a faixa etária de 7 a 14 anos, com 703 casos. Entre pessoas com 60 anos ou mais, foram contabilizados 191 casos.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da vacinação contra a influenza. As 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá possuem vacinas disponíveis para a população em geral. A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia, contribuindo para prevenir complicações decorrentes da doença.

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram notificados 1.170 casos entre residentes de Cuiabá, houve aumento de 92,05%, chegando a 2.247 registros em 2026. Segundo a análise epidemiológica, o crescimento pode estar relacionado à maior circulação dos vírus, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames neste ano.

A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que parte expressiva das notificações é proveniente de serviços privados, o que limita a representatividade dos dados em relação à população cuiabana. Por isso, a Vigilância Epidemiológica reforça a importância de as unidades públicas de saúde notificarem os casos, contribuindo para o acompanhamento do cenário epidemiológico.

O boletim também contabiliza 1.776 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados em Cuiabá, incluindo moradores e pessoas de outros municípios. Desse total, 1.245 casos ocorreram entre residentes da capital.

Entre os pacientes hospitalizados com SRAG, foram registrados 145 óbitos no acumulado do ano, sendo 86 entre moradores de Cuiabá e 59 entre não residentes. Os dados consideram diferentes causas associadas à síndrome e não devem ser confundidos com os óbitos atribuídos especificamente à influenza.

Em relação à Influenza A e B, o levantamento aponta 24 óbitos entre pacientes hospitalizados, dos quais 17 eram residentes de Cuiabá e sete procedentes de outras localidades. Entre os moradores da capital que morreram em decorrência da influenza, 14 tinham mais de 60 anos e três estavam na faixa etária de 14 a 59 anos.

Em relação à Covid-19, Cuiabá apresentou redução de 87,73% nas notificações quando comparados os períodos correspondentes das semanas epidemiológicas de 2025 e 2026. No ano passado, foram registradas 1.345 notificações, enquanto o boletim atual aponta queda expressiva no número de casos notificados.

Apesar da redução, a Secretaria Municipal de Saúde destaca a importância de manter os cuidados preventivos, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com condições que aumentam o risco de complicações.

A SMS orienta a população a manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados e adotar medidas para evitar a transmissão de vírus respiratórios. Pessoas com sintomas gripais devem evitar contato próximo com indivíduos mais vulneráveis.

Em caso de sintomas, como febre, tosse, dor de garganta e dores no corpo, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. Dificuldade para respirar, dor ou pressão persistente no peito, confusão mental e piora importante do estado geral exigem atendimento imediato.

O boletim foi elaborado pela área técnica de Vigilância das Doenças Infectocontagiosas e Imunopreveníveis, vinculada à Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, com dados referentes às semanas epidemiológicas 1 a 39 de 2026, correspondentes ao período de 4 de janeiro a 3 de outubro.

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