Sábado, 29 de Agosto de 2026

Câmara de São Luís entra no clima da Copa do Mundo com histórias de paixão pelo futebol

A cada quatro anos, o Brasil transforma-seem uma grande arquibancada. E na Câmara Municipal de São Luís não é diferente: os setores se mobilizam, a...

11/06/2026 às 21h57
Por: Redação Fonte: Câmara Municipal de São Luis - MA
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Foto: Leonardo Mendonça
Foto: Leonardo Mendonça

A cada quatro anos, o Brasil transforma-seem uma grande arquibancada. E na Câmara Municipal de São Luís não é diferente: os setores se mobilizam, as bandeirinhas ganham espaço nas alas e os servidores entram em sintonia com o ritmo da torcida. O ambiente legislativo, geralmente, marcado pela formalidade, se colore de verde e amarelo, revelando o lado humano e descontraído dos bastidores no período da Copa.

No Departamento de Comunicação, as figurinhas ganharam espaço e as conversas sobre futebol animam os intervalos de expediente. Já na Saúde, a decoração temática com bandeiras e adereços transforma o setor em uma verdadeira sala de torcida. A integração entre os servidores reforça o espírito coletivo que a Copa desperta, aproximando colegas de diferentes áreas em torno de uma mesma paixão nacional.

As relíquias da segurança

Mas é na equipe de Segurança que a Copa ganha contornos de nostalgia. Dois servidores, Toninho Xerifão e Adalberto Pereira, guardam na memória os tempos em que o uniforme de trabalho vinha acompanhado de uma chuteira. Ambos já foram jogadores profissionais e tiveram grandes experiências com o esporte.

Toninho Xerifão relembra sua trajetória no futebol com orgulho. “Eu comecei no Boa Vontade, doBairro de Fátima, e logo fui levado para o Sampaio Corrêa, onde fiquei quase 12 anos, entre idas e vindas. Nesse período, joguei também no União São João de Araras, no Olaria do Rio de Janeiro, no Iraty do Paraná e até na Bélgica, pelo Lierse SK. Cheguei a estar acertado com o Ajax da Holanda, mas voltei ao Brasil”, disse.

A experiência internacional veio cedo, aos 18 anos, após um clássico contra o Moto Club. “Teve um clássico entre Sampaio e Moto Club, e eu fui muito bem. Inclusive, fiz um gol nesse dia, o estádio estava lotado. Eu, com18anos. Aí tinha um empresário belga chamado Pessegueiro. Quando ele chegou, ninguém entendia nada do que ele falava. Ele me levou para um restaurante. De lá, a gente ligou para o presidente do Sampaio. E então eu fui para a Bélgica. Foi muito bom”, afirmou com entusiasmo.

Entre tantas lembranças, uma se destaca. “A principal lembrança foi o título brasileiro de 97, que me marcou muito. Também marcou receber o prêmio da CBF, que foi uma medalha. Mas o melhor momento foi aquele dia da final, em que quase o Castelão desabou — foi o título do Brasileirão da Série C pelo Sampaio Corrêa”, declarou Xerifão.

Adalberto Pereira também guarda lembranças marcantes de sua trajetória no futebol maranhense. Ele recorda com emoção o primeiro gol que fez no estádio Castelão, em 1999, vestindo a camisa do Sampaio Corrêa. “O jogo foi contra um time do interior, chamado Pindaré. Marquei um gol, e isso ficou muito marcado na minha lembrança. Na minha infância, eu sempre tive vontade de jogar no Sampaio. Realizei meu sonho! Aí fiz esse gol, fiquei muito feliz naquele dia!”, relembrou.

Adalberto construiu uma carreira sólida no futebol local, passando por alguns dos principais clubes do Maranhão. Atuou no Sampaio Corrêa, Moto Club, Maranhão Atlético, Iape, Santa Quitéria e Boa Vontade, acumulando experiências que marcaram sua trajetória esportiva e reforçam o vínculo com o futebol maranhense.

O sentimento coletivo

As histórias de Toninho e Adalberto se somam ao entusiasmo dos demais servidores, que vivem cada jogo como se estivessem em campo. O clima da Copa na Câmara é mais do que decoração: é memória, integração e paixão nacional.

No Departamento de Saúde, o servidor Michel Campos relembra com carinho a Copa de 2002, quando ainda criança saiu às ruas de Penalva, no interior do Maranhão, ao lado do pai para comemorar o título da Seleção. A cena de alegria coletiva, com vizinhos correndo e celebrando juntos, ficou marcada em sua memória como um dos momentos mais felizes da infância. Para a Copa atual, Michel demonstra cautela: acredita que o Brasil pode chegar até a semifinal, mas avalia como difícil a presença na grande final.

A gente saiu na rua junto com todo o pessoal da cidade, uma cidade pequena. A gente corria pela rua gritando, bebendo refrigerante. Foi uma situação muito alegre para mim, que até hoje eu lembro”, declarou Michel.

A servidora Josiane Mendes também guarda lembranças especiais da Copa de 2002. Aos 11 anos, viveu intensamente o clima do penta, quando as ruas eram enfeitadas e vizinhos se reuniam para assistir aos jogos. Para ela, além da conquista da Seleção, o que marcou foi o espírito de união e tradição que envolvia a comunidade naquele período. Hoje, Josiane torce pelo Brasil, mas demonstra certa desconfiança quanto ao desempenho da equipe: acredita que o título é improvável, embora mantenha a esperança de ver a Seleção superar as dificuldades.

Como torcedora brasileira que torce sempre pelo meu país, eu quero muito que a gente ganhe, né? Só que não estou com muita fé assim no time, embora alguns colegas tenham me dito que os outros times também não estejam tão bons”, frisou.

Com tantas histórias, memórias e expectativas, o clima da Copa na Câmara de São Luís mostra que o futebol vai muito além das quatro linhas. O esporte une gerações, setores e trajetórias pessoais em torno de uma paixão nacional. Para acompanhar mais registros, interações e curiosidades sobre o mundial dentro da Casa Legislativa, sigam o Instagram oficial da Câmara de São Luís, onde serão publicados conteúdos sobre a Copa do Mundo.

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